Poema: Sagrada

terça-feira, agosto 11, 2015

Resenha: Enquanto Houver Amor Haverá Esperança, de Sarah Kilimanjaro

Titulo: Enquanto Houver Amor Haverá Esperança
Autora Médium: Sarah Kilimanjaro
Autor Espiritual: Espirito de Vinícius
Paginas: 303
Editora: Petit Editora
Sinopse:
Enquanto houver, amor haverá esperança, romance psicografado por Sarah Kilimanjaro, de autoria do Espírito Vinícius, é uma história que fala de coragem, amor e superação; de duas vidas que se cruzam e duas atitudes muito diferentes diante do que a vida oferece. Conheça essa comovente história e saiba por que enquanto houver amor, haverá esperança!








Olá Flores,

Esta é uma leitura que se faz muito importante ler de mente e coração aberto, pois se trata de um romance com claro intuito de falar dos relacionamentos numa perspectiva do perdão e do amor que conduzem a evolução do ser.  Aborda o tema reencarnação e o resgate de dividas assim como o trabalho de benfeitores espirituais que guiam e auxiliam os encarnados nesta missão por vezes dura de ser vencida, devido ao caráter falho e vacilante do ser humano.
A história começa com o casal de namorados Alex e Viviane ainda bem jovens fazendo planos para o futuro dos dois juntos. Este casal será os pais da menina Erika protagonista do romance juntamente com Mauricio cujo personagem é introduzido na pagina 87 do livro quando ambos estão na faixa dos vinte anos de idade.
Recapitulando, a história da personagem Erika é contata desde o seu nascimento passando por todas as fases da vida dela, seus percalços, superação e a construção de sua personalidade e universo.
Erika é uma jovem bastante madura para sua idade, dedicada à família, a seus compromissos com o estudo e ao trabalho voluntário que se dispõe a realizar ajudando a pessoas menos favorecida que ela.  A jovem não apenas é madura, dedicada e responsável, mas também é muito talentosa e se destaca em todas as áreas pelas quais se envereda. Erika conquista a todas as pessoas que a cerca sejam estas jovens, idosas ou crianças. Ela é bonita, justa, solidária, carinhosa, sensível às dores do próximo, ou seja, uma vitoriosa nata.
Acredito que eu não precise ser mais explicita sobre o fato de que achei a nossa protagonista um tanto quanto perfeita demais, não apenas isso, mas também a todo instante a narrativa dava conta de tecer elogios laboriosos à jovem. A meu ver esta é uma “tática” um pouco perigosa, pois lança um padrão de suposta perfeição no nosso imaginário com a possibilidade de surtir um efeito oposto ao esperado. Peguei-me diversas vezes me perguntando quantas vidas a moça teria passado para alcançar tamanha graça e estágio evolutivo e quantas muitas outras encarnações eu precisaria ainda que passar para soltar esta casca tão rudimentar que envergo, carregada de vícios e fraquezas.

Um detalhe que chamou a minha atenção nesta obra foi que antes de ler a biografia da autora eu identifiquei a linguagem acadêmica muito em voga na área da educação. Como não compreendo ainda os meandros do processo em que se dá o processo de escrita uma obra psicografada, me senti bastante tocada a continuar estudando e me aprofundando neste tipo de leitura apresentada nesta obra que tanto tem acrescentado a minha vida enquanto ser em passagem pela terra.
Quero ainda parabenizar e agradecer a Petit Editora por esta maravilhosa oportunidade de tão rica aprendizagem.

 


Sobre a Médium Sarah Kilimanjaro: Ela nasceu e reside na cidade de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul. Professora na área de pedagogia e psicopedagogia. Palestrante ativa atua no movimento espirita desde jovem. Escreveu vários artigos publicados em jornais e revistas espiritas. Ocupou funções como a de presidente da Sociedade Espirita Vicente de Paulo e vice-presidente da instituição UME – União Municipal Espírita, órgão ligado à federação do Rio Grande do Sul.







Sem mais flores, abraços poéticos.





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domingo, agosto 09, 2015

Resenha: As Aventuras de Pinóquio, de Carlos Collodi

Olá Flores,

A história começa com mestre cerejeiro encontrando em sua oficina um pedaço que madeira que chorava e ria feito uma criança. Passado o primeiro susto ele resolve presentear seu amigo Geppetto com o tal pedaço de madeira.  Geppetto então esculpe um boneco com a madeira que mal fica pronto já começa a aprontar das suas.  O velho carpinteiro chama o boneco de Pinóquio e este logo aprende a andar, a correr e foge pela cidade. Geppetto ao tentar recuperá-lo acaba sendo preso por um guarda, pois a população o acusa de mal tratar o menino-boneco.
Pinóquio volta satisfeito e sozinho para casa, porém lá chegando encontra o grilo falante que lhe passa um sermão por ter deixado o pobre Geppetto ir para a prisão.  Pinóquio então se defende alegando que se continuasse a morar com o Geppetto acabaria indo ele para uma escola coisa que ele  quer evitar de qualquer forma.  A única coisa que interessa ao Boneco é brincar, correr e fazer traquinagens e os únicos ofícios que ele gostaria de aprender é comer e ficar de vadiagem.
O grilo diz a Pinóquio que por este caminho ele ia mal e logo iria ou para o hospital ou para a prisão.  Chamando o grilo de agorento Pinóquio o atinge na cabeça com um banco e o pobre grilo morre.


Novamente sozinho Pinóquio fica faminto e sem conseguir alimento dentro de casa ele enfim da razão ao grilo falante e conclui que havia errado ao fugir de casa e se revoltado contra seu pobre pai.
O boneco-menino resolve ir ao vilarejo procurar por alimento e volta logo depois ainda mais faminto e exausto, ninguém havia dado a ele nem um pedaço de pão.  Em casa ele deita ao lado do fogareiro, as labaredas atingem os pés de Pinóquio que nem percebe. O dia amanhece e alguém bate na porta. Para alegria e surpresa de Pinóquio era Geppetto.
Ao tentar abrir a porta para o pai, Pinóquio percebe que seus pés foram consumidos pelas brasas e cai choramingando no chão. Geppetto pula a janela e ao constatar a situação do menino chora junto com ele. Pinóquio relata seu dia longe do pai e a fome que sente. Geppetto o alimenta com quatro peras que traz no bolso. Ambos dormem.
No dia seguinte Geppetto refaz os pés de Pinóquio, mas antes faz o menino prometer que não fugirá mais de casa. Promete também ir a escola e ser um bom filho. Porem para ir a escola o menino exige roupas novas e uma cartilha.
Sem um tostão no bolso Geppetto vende o seu casaco de frio e compra as roupas para o filho e a cartilha. Pronto! O velho ficou satisfeito, pois pelo menos seu filho poderia ir à escola.
A caminho da escola Pinóquio escuta musica e fanfarras e fica sabendo que um teatro de fantoches vai se apresentar na cidade então vende a cartilha por quatro moedas para assistir ao espetáculo. A escola ficaria para o dia seguinte.
No teatro Pinóquio vive momentos de muita felicidade ao encontrar seus amigos bonecos, mas se desespera ao encontrar o dono do teatro que manda lhe prender para que sirva de lenha para alimentar o fogo da cozinha. O boneco-menino grita pedindo socorro a seu pai.
Ele escapa coma ajuda dos amigos e de policiais, mas esquece de seu pai e acaba seguindo os conselhos da raposa e por isso cai novamente em apuros quando assassinos tentam enforca-lo em uma arvore. Mais uma vez ele escapa.
Em todas as suas venturas e desventuras Pinóquio vai percebendo que sem o amor e o cuidado de seu pai ele nunca será um menino e sim apenas um boneco desobediente. Porem antes de conseguir chegar a casa ele se vê em muitos apuros, Pinóquio vai preso, é assaltado, vira um burrico.
Ele encontrou muitos personagens e a cada encontro ou situação Pinóquio aprendia uma lição seja boa ou má, mas todas o conduziam de volta para casa e para os braços do pai. Então promete a uma boa fada que será bom filho e obedecerá a seu pai em tudo inclusive indo à escola e aprendendo algum ofício.
Sem nunca conseguir voltar para casa Pinóquio acaba sendo resgatado por seu pai que o encontra e ambos choram de alegria e felicidade. Já em casa ao notar que Pinóquio realmente se tornara um bom menino e obediente a boa fada o transforma em um menino de carne e osso.
A obra As Aventuras de Pinóquio é de autoria de Carlos Collodi, no Brasil foi traduzido por Ivo Barroso e ilustrado por Alex Cerveny.  Em contexto escolar esta literatura pode propiciar a reflexão sobre responsabilidade, valores, cidadania e ética. Também é possível a abordagem de temas como relações familiares e outras interações sociais e afetivas.
Por se tratar de um clássico da literatura, esta obra já foi encenada em peças de teatro, musicais e filmes. Por isso se torna um material rico para se trabalhar os conceitos de teatro e representação na escola despertando amplo interesse dos alunos. Porém é demasiadamente importante também oportunizar o debate e a reflexão sobre a ideia de ser bondoso ou malvado dicotomias que são à priori incutidas no nosso imaginário tornando-se verdades absolutas com a finalidade de moldar caráter assim como valores sociais e culturais.

Sem mais, abraços poéticos,



 Acj
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sábado, agosto 08, 2015

Resenha: Os Três Lobinhos, Um Conto de Fábio Yabu

Olá Flores,

O conto intitulado “Os Três Lobinhos” foi publicado em 2013 pela Editora Globo S.A como parte do livro “Branca dos Mortos e os Sete Zumbis e Outros Contos Macabros” da autoria de Fábio Yabu, cronista e autor de diversas obras.
Neste livro Yabu lança um novo olhar sobre alguns contos de fadas e fabulas, conferindo outras percepções sobre os personagens.  Além disso, ele conduz as narrativas por diferentes perspectivas e desfechos, desmistificando estereótipos e questionando verdades absolutas.
Assim como na antiguidade a educação das crianças e jovens davam-se por meio dos mitos e epopeias enquanto em um passado menos remoto surgem as fabulas e contos de fadas para cumprir este papel educativo na sociedade.
Por exemplo, ao invés dos pais dizerem a seus filhos para evitar conversa com estranhos e caminhos desertos eles contavam a fábula Chapeuzinho vermelho e o Lobo Mal. Para instruí-los a dedicarem-se ao trabalho lançavam mão da fábula A Cigarra e a Formiga, Os Três Porquinhos entre outros.
E justamente fazendo uma releitura da fabula Os Três Porquinhos que Yabu escreve Os Três Lobinhos. Vamos ao conto!

No universo criado pelo autor, era comum que toda Mamãe Loba contasse as seus filhotes sobre a era em que os Lobos eram as criaturas mais poderosas e extraordinárias de todas. Fortes predadores, os lobos controlavam a todos os outros animais e os mantinha sob seu domínio. Eles eram guardadores dos tesouros da natureza e apenas aos deuses davam satisfação de seus atos.
Até que certa vez os poderosos lobos foram acusados de estarem se multiplicando descontroladamente e devorando todas as criaturas vivas. Sendo assim foram proibidos pelos deuses de se alimentarem das criaturas mais fracas, sem presas e menos inteligente como os porcos e os humanos. Desobediências não seriam toleradas e seriam sumariamente punidas.
Com o passar do tempo os lobos foram perdendo toda sua magnificência e entrando em uma era de escassez e grande privação. Tornando-se cada vez mais mirrados e fracos os lobos não passavam de meros cães temerosos e assustados.

Até que três irmãos Lobinhos ficaram sabendo de toda esta historia e resolvem se rebelar contra aquele sistema perverso que estava tornando os lobos praticamente extintos além de desprovidos de seu orgulho e prestigio de antes.
Os três irmãos lobinhos não conformados com tanta arbitrariedade começam então agir. O primeiro lobinho espreita e ataca um porco gordo e bonachão que corre e se esconde em uma casa muito forte juntamente com seus irmãos porcos. O lobinho escutando as galhofas dos três porcos fica ainda mais nervoso e resolve pular a chaminé da casa caindo então em um caldeirão de óleo fervente e morre em agonia.
Ao saber do ocorrido com seu irmão lobinho, o segundo lobinho corre e se esconde na mata. Passado pouco tempo surge na floresta uma menina cantarolando. O segundo lobinho então movido pelo desespero da dor e da fome ataca a menina a devorando em poucos minutos. Porem ele não teve a mínima chance, pois em segundos surge um humano armado com facões que parte a barriga do pobre lobinho tirando a menina ainda viva lá de dentro.
Aumenta o terror do terceiro lobinho, mas também a sua força de vontade de mudar aquela situação. Então ele passa a espreitar os humanos, a observá-los dia após dia, minuto a minuto e segundo a segundo.
Até que um dia o terceiro lobinho foi descoberto por um menino morador de uma vila e este menino começou a fazer chacota com o terceiro lobinho que ficava mais e mais humilhado.
Sempre que o menino via o lobinho ele gritava: - Olha o lobo! Olha o lobo! – Quando escutavam os gritos do menino, os moradores da vila vinham correndo e armados até os dentes para defender o menino da fera. Mas quando chegavam lá e viam apenas o pobre e flagelado lobinho iam embora enquanto o menino ria sem parar da troça que havia feito.
Esta situação se repetia quase todos os dias, o menino gritava, os aldeões o atendiam para em seguida constatar a sua troça. Até que um dia o menino gritou e cansados das brincadeiras do menino nenhum aldeão foi a seu socorro. Notando isso, o lobinho que se sentia muito fraco, faminto e humilhado pelo menino, consegue reunir suas parcas forças e o ataca e o devora.
Com a barriga cheia e se sentindo revigorado pelo farto banquete o lobinho espera o castigo que viria a seguir, de certo os deuses estariam furiosos com sua desobediência, mas o lobinho não estava arrependido pelo contrário ele se sentia satisfeito.
Como o castigo não veio o lobinho então concluiu que alguns homens também deveriam estar em descredito com os deuses e rapidamente este fato se espalhou por onde existisse um lobo na terra.
Aos poucos os lobos foram se recuperando e se fortalecendo, não como antes, mas o bastante para recuperar a dignidade e garantir a sobrevivência da raça. E é por isso que toda Mamãe lobo conta esta história ate hoje para seus filhotes.
Esta releitura de Fábio Yabu vem reafirmando a importância de se contar os muitos lados de uma mesma historia. Atualmente não é aconselhável incutir nas crianças ideias pré-fabricadas, antes devemos incentivá-las a pesquisar e averiguar os fatos por conta própria formando assim uma opinião clara e com a máxima lucidez possível.

A literatura que se tornou uma importante aliada da educação em contexto escolar deve ser trabalhada com o cuido de não recorrermos a ela com o intuito de reforçar preconceitos nem favorecer a alienação das crianças.
Com isso esperamos tornar o leitor-aluno mais preparado para avaliar, analisar e tornar suas decisões assim como seus julgamentos mais assertivos e coerentes.

Mordidas Poéticas, 
Acj
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quarta-feira, agosto 05, 2015

Divulgação:Mar de Tormentas e Mar de Ilusões, contos de Lunna Marcela




Olá Flores, 

Quero muito  convidar a todos as pessoas  que acompanham meu trabalho frente ao blog Flor Roxa para conhecer e dar sua opinião sobre esta minha primeira aventura no campo literário.  Sei  que este é apenas um primeiro de muitos dos degraus que precisarei galgar  até que enfim possa me considerar uma escritora mas o primeiro precisa ser dado e para isso é preciso coragem. Como a  vida é um eterno aprendizado espero contar  com vocês para alcançar esta meta  e  sonho  que trago neste  peito tantas vezes chamado de "viajante". 


Foram dois contos escritos com  pretensão de atender aos critérios exigidos pelo concurso #brasilemprosa e seus títulos são Mar de tormentas e Mar de Ilusões. Confesso que colocar uma ideia dentro de um limite de caracteres foi meu maior desafio e aprendizagem. Só tenho a agradecer a algumas pessoas que me  ajudaram de diversas formas como minha amiga Eykler Simone do  blog amoras com pimenta e o escritor Anderson Henrique autor do livro Anelise Sangrava Flores. Minha maior alegria tem sido estes encontros extraordinários que a vida  tem me proporcionado com pessoas tão talentosas quanto solidárias. 





Como uma ideia puxa a outra quando acabei de escrever o primeiro conto logo percebi  que precisaria acrescentar um ponto e por isso  saiu o segundo no mesmo embalo rsrs. Espero que  curtam bastante!!



A partir de 07.08.15 os contos entram em promoção lá no site, então entre la, baixe seu  exemplar e se divirta que vou adorar a  companhia de vocês. Um grande  e caloroso abraço poético,







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Resenha: O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon




Titulo: O Menino do Dedo Verde
Autor: Maurice Druon
Tradução: D. Marcos Barbosa
Edição: 81ª edição

Editora: José Olympio Editora

Sinopse:
Era uma vez Tistu...Um menino diferente de todo mundo. Com uma vidinha inteiramente sua, o pequeno de olhos azuis e cabelos loiros deixava impressões digitais que suscitavam o “everdecimento” e a alegria. As proezas de seu dedo verde eram originais e um segredo entre ele e o velho jardineiro, Bigode, para quem seu polegar era invisível e seu talento, oculto, um dom do céu. Até o final surpreendente e singelo. O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon, tornou-se um clássico da literatura para crianças e jovens em todo o mundo e permanece atual há três décadas, sendo adotado em escolas do Ensino Fundamental todos os anos. Esta fábula trata de questões relacionadas com os conceitos de convívio social, ética e cidadania; e foi pioneira ao abordar o tema ecologia.

A obra narra à história do menino Tistu cujo nome de batismo é João Batista, mas como o menino logo deixa claro que é avesso a ideias pré-fabricadas e assim que o colocam na cesta de vime ainda na igreja ninguém mais consegue pronunciar seu nome dado começam a chama-lo por simplesmente Tistu.
No capitulo 02 o autor apresenta o universo familiar de Tistu. Ele um menino loiro e encaracolado de olhos azuis e faces rosadas. Seus pais, o Senhor Papai e a Dona Mamãe, são bonitos e elegantes.  Na casa da família existe luxo, riqueza e felicidade.
No capitulo 03 o leitor é apresentado ao trabalho do Senhor Papai e a herança de Tistu, uma fábrica de canhões que ficava na cidade de Mirapólvora, onde o menino morava e tudo nesta cidade girava em torno desta fabrica.
A mãe de Tistu inicia a ensinar-lhe os rudimentos da leitura, da escrita e dos cálculos em casa e ele até que se saía bem nos estudos. Ao completar oito anos o menino começa a frequentar à escola mas o resultado não é o esperado.
“No primeiro dia de aula Tistu voltou para casa com o bolso repleto de zeros”.
No terceiro dia de aula o menino é devolvido a seus pais por “não ser como todo mundo” e por isso não se adequava a escola.
Os pais de Tistu ficam desolados com a descoberta de que o menino “não era como todo mundo” e não conseguiria aprender na escola. Então após muito pensar o Senhor Papai decide que se os livros davam sono em seu filho, ele então deveria aprender com a vida. O menino deveria conhecer as coisas, os bichos, as plantas, as pessoas e a todo conjunto que fosse denominado mundo.
No Sexto capítulo Tistu conhece o Senhor Bigode, o velho jardineiro da família e descobre seu talento para a jardinagem.  Ele é um menino que tem o polegar verde.  Mas oque isso significa? Segundo o senhor Bigode ele poderia descobrir, fazer germinar e florescer, qualquer semente que estivesse oculta na terra ou outros locais.
O próximo mentor de Tistu é o SenhorTrovões um ex-militar, braço direito do pai do menino na fábrica de canhões.  Ao conhecer o prédio onde mantinham a ordem, a “cadeia”, o menino fica triste. Para Tistu as coisas estavam em ordem quando as pessoas estavam bem alimentadas e felizes. Por isso não fazia sentido ensinar a ordem impondo a feiura da cadeia e a sua infelicidade aos homens.  Ao final da aula o senhor Trovões escreve o seguinte sobre seu novo aluno: "É preciso vigiar de perto este menino; ele pensa demais!".
Muito incomodado com a feiura da ordem o menino sonha com a cadeia. Então Tistu decide florescer todo o lugar usando seu talento oculto, mas ainda não sabe como realizar a tarefa sem que descubram sobre seu dedo verde. O menino teria que ir sozinho cumprir a missão.
No dia seguinte todos ficam espantados com o que viam. Ninguém conseguia explicar o ocorrido.
“Nem uma só janela da cadeia, nem uma só grade que não houvesse recebido sua ração de flores! As trepadeiras subiam, enroscavam-se, e caíam de novo”
O menino logo conclui:
“— Descobri uma coisa extraordinária — disse Tistu em voz baixa. — As flores não deixam o mal ir adiante.”
O pai de Tistu pede ao Senhor Trovão que o leve para conhecer a miséria e a dor. O menino então foi levado a uma favela. Chegando lá o menino conhece a pobreza e a falta de recursos. Tistu, então pensou que a tal ordem não existia ou não valia de nada, já que nada conseguia fazer para melhorar a vida das pessoas. Bem ao contrário das flores.
No dia seguinte o menino foi conhecer o hospital que era mantido por seu pai com generosas doações e a população podia contar com todo tratamento e recurso possível. Porem não havia cura. A conclusão de tistu foi à mesma. Flores aliviaria melhor a dor pessoas. Mais que o hospital e o Doutor MilMales.
O menino “plantava” suas flores por toda cidade e assim foi também com a câmara de vereadores e o zoológico de Mirapólvora, que passa a se chamar MiraFlores.
Ao visitar a fábrica do Senhor Papai ele fica chocado por descobrir oque é a guerra. E o Senhor papai fica muito bravo quando descobre haviam semeado flores em seus canhões.  Tistu enfim conta o seu segredo dizendo a todos que ele tinha o polegar verde. Após o inicial espanto geral Tistu é aceito e continua amado e admirado por todos.  O autor conduz a história para um desfecho surpreendente e encantador.
A leitura desta obra nos leva a pensar em como nós adultos podemos ter uma visão deturpada de mundo, encontrando novos problemas como solução para questões mais antigas.
Tistu que aparentemente vivia em um mundo perfeito, passa a lidar com um problema quando não é inserido na escola e as pessoas passam a vê-lo como alguém diferente das outras. Um menino que não consegue aprender.
Quando ele começa ter aulas com pessoas da comunidade percebe que existem muitos problemas no mundo. Dor, pobreza, miséria, falta de liberdade, maldade, guerras e morte. Mediante a esta realidade ele, um simples menino consegue pensar em uma forma de solucionar tais problemas com gentileza, beleza e o amor dos gestos simples como oferecer flores.
Em contexto escolar esta é uma obra que se pode trabalhar a autoestima, a aceitação, o respeito às diferenças, a tolerância e a identidade dos sujeitos. Também é possível discutir a sociedade e a forma como ela está estruturada, refletindo sobre justiça e promoção social.
Outra abordagem possível a partir da leitura desta obra seria estética, beleza, prevenção do meio ambiente e ecologia.
Esta é uma obra rica que propicia a apreensão de conhecimentos em áreas diversas.

Bem Flores, espero que tenham gostado da obra e da proposta e até a próxima. Abraços Poéticos,

 Acj
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segunda-feira, agosto 03, 2015

Resenha: O Rapto do Garoto de Ouro, de Marcos Rey

Titulo: O Rapto do Garoto de Ouro
Autor: Marcos Rey
Editora: Editora Ática
Coleção: Série Vagalume

Sinopse:
O Rapto do Garoto de Ouro - Madame Santa, a modista especializada em vestidos de noiva. Mário Batalglia, negociante de cães de raça. Heitor Salvattore, campeão de braço-de-ferro. Zorba, ex-marinheiro e ex-vendedor de enciclopédias. Entre os quatro, há uma coisa em comum: estão todos na lista dos jovens detetives Leo, Gino e Ângela, como suspeitos. Mas qual deles poderia ter raptado o Garoto de Ouro, um jovem cantor que é sequestrado antes de seu show? Como pista apenas uma agenda com nome e endereços.





Olá Flores,

Esta é uma obra a qual foi lida por mim ainda na minha adolescência. A história cheia de aventura que capturou minha atenção e apreço deste que fixei meus olhos na ilustração da  capa. Um jovem com cara de assustado e uma guitarra nos braços e às suas costas uma sombra sinistra e ameaçadora. Logo despertou em mimo desejo de leitura e adentrar nos mistérios da narrativa daquela obra.  
Recordando estes fatos tornou-se natural que novamente eu procurasse o livro para uma releitura e resenha nesta oportunidade. Trata-se de uma obra pertencente a uma coleção que ficou muito conhecida entre os adolescentes e jovens da década de 80 e está justamente neste ano de 2015 sendo relançada pela editora Ática.
Marcos Rey autor deste volume da série O Rapto do Garoto de Ouro, narra a história do adolescente Alfredo, um garoto morador da região central de São Paulo. O menino que é levado pelo tio a um programa de televisão sai de lá aclamado pelo publico após abocanhar o premio de primeiro lugar, um contrato com a gravadora.  Em pouco tempo Alfredo alcança sucesso na carreira de musico e se torna o Garoto de Ouro da musica nacional.
A narrativa começa com Alfredo se arrumando para sua festa de dezesseis anos de idade que acontecerá em uma cantina italiana no bairro do Bexiga São Paulo onde vai receber e cantar para todos os seus familiares e amigos de toda a vida. Porem antes que ele pudesse sair para a festa foi atacado por alguém que se esconde nas sombras, revida o ataque com a sua guitarra que se espatifa e em seguida desmaia. Uma pequena agenda e um botão prateado ficam caídos no chão da sala. Na festa começa uma inquietação com a demora do rapaz.
Um casal de primos de Alfredo é enviado para saber noticia dele e lá chegando eles notam que algo de muito errado aconteceu ali. Leo, o primo de Alfredo encontra a agenda e o botão e os  guarda no bolso. Eles retornam a cantina dando a noticia aos demais amigos e parentes. No final daquela noite Leo verifica a agenda e descobre que a letra não é de Alfredo e deduz ser do raptor.
Alfredo acorda trancafiado dentro do que ele supõe ser uma casa abandonada. Na casa do rapaz estão todos em polvorosa e em busca de noticias e pistas do paradeiro garoto de ouro. O Raptor faz o primeiro contato deixando na caixa de esmolas da igreja uma mensagem: “Exigimos dez milhões, Arranjem o dinheiro o mais depressa possível”. Enquanto os três primos de Alfredo Leo, Ângela e Jaime decidem investigar as pessoas cujos nomes e endereços estão na agenda encontrada na noite do rapto. A primeira visitada é Madame Santa, uma costureira renomada da região. Saem da casa da senhora sabendo que ela tem uma rixa com a mãe de Alfredo, mas não sabem ainda nada a respeito.
O segundo da lista dos três jovens é Mario Bataglia, dono de um canil. Lá eles descobrem que o dono do canil fora acusado de falsificar pedigree e roubo de cães. Mario acaba relatando que escutou a poucas noites Enrico, o salsicheiro mencionar sobre um rapto que aconteceria na região. 
Imediatamente os jovens se dirigiram a casa do salsicheiro, mas chegando lá o encontraram já saindo numa maca e com cabeça arrebentada por uma pancada. O agredido está vivo, mas provavelmente ficará fora de combate por bastante tempo em coma. Ao conversar com “Gente Fina” funcionário de Enrico, Jaime descobre que nenhum dinheiro da salsicharia fora levado. 
Um novo recado do raptor chega a casa da família de Alfredo o Garoto de Ouro, “Se não conseguirem os dez milhões, o garoto de ouro morrerá segunda-feira a meia noite”.  Seu Domingos, o pai de Alfredo começa tenta a todo custo levantar este dinheiro, mas os primos do menino não desistem de tentar a descobrir o paradeiro dele.
Nisto o burburinho já está formado, jornalistas, funcionários da gravadora, empresários, vizinhos, padre, todos especulando e preocupados com o sumiço de Alfredo. Seu Domingos descobre que a família não tem fundos suficientes para pagar o sequestro, mas Jaime o anima dizendo que darão um jeito na situação.
O Rapto do Garoto de Ouro é uma história eletrizante e com inúmeras reviravoltas, descobertas que seguram o leitor do inicio ao fim da narrativa.  Onde as amizades são consolidadas e outras postas em xeque.  Personagens interessantíssimos vão surgindo na trama e cada um contribuindo de alguma forma para que o mosaico das informações se formasse. Era imprescindível que encontrassem o paradeiro de Alfredo.
No cativeiro o raptor fala com Alfredo e este descobre que se trata de um estrangeiro pelo sotaque dele. Seu Alfredo levanta os dez milhões para pagar o sequestro e seguindo as orientações dos sequestradores deixa o dinheiro em local marcado. Neste ínterim Alfredo notando uma brecha na segurança do cativeiro foge e descobre que esta a poucos metros de sua própria casa e então ele corre para lá.
O autor conduz a história de forma que o leitor acompanha todos os passos de todos os personagens e, no entanto não consegue saber como será o seu desfecho. O autor prende a  atenção pela curiosidade despertada por todo mistério que cerca o caso do Rapto do Garoto de Ouro. E nos leva a um final surpreendente.
A partir da leitura desta obra pode-se discutir em sala de aula ou mesmo fora dela questões sócias como, por exemplo, a violência, a segurança pública e a exposição midiática de jovens, crianças e adolescentes.  Também é possível propor algumas dinâmicas de grupo tais como: jogo de memória e siga a pista. Simulações de tribunal com formação de júri. Estas são apenas algumas das muitas possibilidades para intervenção e mediação do ensino e aprendizagem  por meio da literatura e a leitura em sala de aula.

Sem mais, abraços poéticos, 

Acj
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sábado, agosto 01, 2015

Lançamento: Editora Butterfly lança Despertando Vidas e Oras Bolas

Olá Flores ,



A Butterfly Editora nos  brinda este mês com dois novos lançamentos que promete mais que boa novidade, mas obras  de qualidade e que vão contribuir em muito para  o nossa aprendizagem e momentos de relaxamento e lazer. Vejamos!!

                                  
   

                 



  
                                       Despertando vidas

Dr. Fabio Gabas

Um novo conceito para uma vida mais saudável!
Despertando vidas apresenta exercícios e técnicas para melhorar significativamente sua saúde física e emocional, disposição e energia. Você poderá modificar seus estados emocionais, valores, crenças e níveis de consciência que determinam sua percepção de mundo e, consequentemente, ganhar qualidade de vida. Por meio de um modelo de alimentação e de condicionamento físico elaborado a partir dos princípios que regem uma função celular ideal, descubra como desfrutar de mais bem-estar com menos esforço.





Fábio Gabas, graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) em 1998, é médico clínico com especialização em medicina preventiva e integrativa, com prática ortomolecular. Faz parte do corpo clínico da Clínica Healthy, em São Paulo, e da Clínica Dr. Gabas, em Catanduva. É membro da A4M (American Academy of Anti-Aging Medicine), sócio-diretor da empresa HeartMetrix e idealizador do Programa Despertando Vidas, com atuação Estados Unidos), pioneira nos estudos de coerência cardíaca. Além de palestrante e autor, Fabio Gabas é responsável pelas revisões técnicas dos livros A Biologia da Crença e Evolução Espontânea, de Bruce Lipton, PhD.em todo o Brasil. Fábio Gabas é parceiro do Instituto HeartMath, de Bolder Creek, na Califórnia.











Ora Bolas
Vanessa Franco Peretti

Um livro diferente de todos que você já viu.

Você vai se divertir com o fascinante mundo das formas dos animais. Nesta obra, a artista Vanessa Franco Peretti criou desenhos a partir um padrão de cores e círculos batizado por ela de Bollidraws , conceito gráfico que une muitas curvas e movimento. São 30 belos desenhos, impressos em papel de alta gramatura, em folhas soltas que poderão ser emolduradas, tornando-se belos quadros de decoração.



Vanessa Franco Peretti
Artista gráfica, formada em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduada em Designer Gráfico pela Belas Artes (SP). Ilustradora por opção e apaixonada por cores e ideias inovadoras, tem a arte em seu DNA. Já desenvolveu trabalhos internacionais e foi premiada em diversos concursos. Entre as muitas das habilidades que desenvolve para o mercado é, também, lançadora de moda. Bollidraws® é uma marca registrada da artista.


Bem Flores são estas as novidades e espero que tenham gostado, abraços poéticos.


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