Poema: Sagrada

sexta-feira, agosto 21, 2015

Resenha: A Filha da Floresta, de Juliet Marillier

Titulo: A Filha da Floresta, série Sevenwaters
Autora: Juliet Marillier
Paginas: 608
Sinopse:
O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos... Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.


Olá Flores,

Eu apenas posso começar a falar desta obra dizendo que a fama faz jus a obra e que as minhas expectativas em relação a ela foram totalmente correspondidas. Sim eu fiquei muito empolgada com a leitura e estou ansiosa para ler os demais volumes. Entendam o porquê do meu encantamento.
Em primeiro lugar trata-se de uma obra muitíssimo bem pesquisada e contextualizada que nos mostra uma sociedade e época onde é visível a transição entre as antigas crenças e as modernas advindas com o cristianismo.  Enquanto em Sevenwaters terra de nascimento de nossa protagonista que cultua a antiga religião, tem como sagrado a natureza e tudo que a envolve como personificação da Deusa-mãe, temos por outro lado temos Harrow-field onde reside os bretões e cristãos. A obra cita vários feudos, porém estes são os principais onde se desenrola a maior parte de toda trama.
Claro não se pode falar em religião antiga sem que exista uma mulher forte e determinada a vencer todos os desafios a ela impostos e também neste quesito a obra não decepcionou. Sorcha filha mais nova de sete irmãos foi criada entre eles, amada e protegida, mas tendo livre arbítrio para trilhar seu caminho de aprendizado e crescimento pessoal a exemplo de seus irmãos. Os sete órfãos foram criados por seu pai em um ritmo quase militar visto que viviam momentos de tensão e conflitos por domínio e expansão territoriais.
A obra é leve é apesar de ter momentos de muita dramaticidade, ela nos conduz em uma viagem por descobertas incríveis e puro deleite, apreensão, raiva, revolta, paixão e descobertas.  É maravilhoso acompanhar o crescimento de Sorcha e vibrar com ela a cada passo dado rumo ao cumprimento de seus propósitos. Ao notar o quanto aquela menina carregava em si de sabedoria, força e seguia sua trajetória totalmente convicta de sua identidade e lugar no mundo, eu enquanto leitora eu me sentia impregnada de sua coragem e força de vencer. Posso afirmar que nosso encontro foi mágico, como magico também o é o povo de Sevenwathers e suas florestas, vales, rios, céus, sol, chuva e toda a criatura que ali vive.
Também é lindo ver o relacionamento dos irmãos e os sentimentos que os envolvem como amor, lealdade e fidelidade. A forma como eles se conhecem, se cuidam e se respeitam é simplesmente comovente e enternecedora.
Outro aspecto enriquecedor nesta obra é o costume da contação de história como forma de ensino dos valores e lição de vida. Histórias que são contadas no decorrer da narrativa sendo encaixadas de acordo com os acontecimentos na trama. Esta didática apresenta um costume antigo e que hoje vem sendo resgatado por ser reconhecidamente um modo de envolver aos participantes na escuta porem deixando a eles que tirem suas próprias conclusões e reflexões a partir delas.  Longe do proposito de impor medos às historias nesta obra são inspiradoras a exemplo dos contos épicos na antiga Grécia.


Quanto ao trabalho da editora eu só tenho elogios a fazer. Logicamente estou ansiosa para dar continuidade a leitura de todas as obras desta série e continuar mergulhando cada vez mais fundo no universo magico e misterioso de Sevenwaters.
Flores eu espero que tenham gostado tanto quanto e até a próxima. Abraços poéticos,



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segunda-feira, agosto 17, 2015

Sorteio: 01 Ano do Blog Frases,Trechos e Pensamentos


Olá Flores,

Fomos convidados para participar deste lindo momento quando o blog do querido Gabriel está comemorando um aninho de existência e muitas alegrias. Para isso ele organizou  este sorteio  com a intenção de prestigiar a nós  leitores. Vamos conferir ??



Olá Leitores!!
Como estão?!
O blog FT&P (Frases, Trechos & Pensamentos) está completando 1 ano agora em Setembro/2015 e pensando nisso resolvi desenvolver um sorteio, mas para esse sorteio ser ainda mais legal, convidei alguns blogs para apoiar nesse sorteio.
BLOGS/EDITORAS/AUTORES CONVIDADOS:
Teoremas da Mimosa | http://www.thousandlivestolive.com/ | Livros, Leituras & Afins | Meus Livros e Sonhos | Retrô Books | Histórias Sem Fim | Vanessa Sueroz | Letícia Iarossi | Universo Particular dos Livros | Degradê Invisível | Every Little Book | Coisas que eu sei | Logan Solo | Flor Roxa | My Little Garden of ideas | Interrupted Dreamer | Pensamentos Valem Ouro | Tudo que motiva | Entre Resenhas | Os Literatos | Menina de Diamante | Peregrinos da Noite | Dona Maricota Feliz | Estava Lendo... | Memórias de Leitora | La Oliphant | Notinhas de Rodapé | Editora Saída de Emergência (SDE)


Como Funciona:
- Cada kit terá um painel com as opções obrigatórias para concorrer, após o preenchimento das entradas obrigatórias, automaticamente será liberada entradas opcionais para aumentar suas chances de ganhar.
- As opções de compartilhamento da imagem promocional no Facebook ou do post no Twitter é opcional e será disponibilizada todos os dias para aumentar suas chances de ganhar.
- Após a finalização do sorteio, será realizada a contabilização e verificação dos dados, entraremos em contato com os vencedores e os mesmos terão até 48 horas para responder nosso contato, passado este prazo, um ganhador será sorteado.
- Todos os ganhadores irão receber seus respectivos prêmios em até 60 dias após a confirmação dos dados.
- Perguntas e demais dúvidas, basta entrar em contato com contato@frasestrechosepensamentos.com








Boa Sorte!!

Beijos e abraços poéticos !!


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domingo, agosto 16, 2015

Resenha: O Sol é Para Todos, de Happer Lee

Titulo: O Sol é Para Todos
Autor: Happer Lee
Tradutor: Beatriz Horta
Gênero: Romance Estrangeiro
Paginas: 364
Editora: José Olympio - Selo Grupo Editorial Record.
Sinopse:
A nova edição de um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna. Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.







Olá Flores,

Este é um romance que narra a historia de uma tradicional família Sul Americana.  Eles viviam na pacata cidade de Maycomb em uma casa construída as margens do rio Alabama. Mais especificamente o livro fala do cotidiano de um ramo desta família, Atticus Finck, 50 anos, viúvo e pai de dois filhos. Atticus é advogado e conta com a ajuda da reta senhora Calpúrnia, uma mulher negra para cuidar de sua casa e cumprir o papel social de mãe das crianças.

Scout com idade próxima de sete anos e Jem em torno de 11 anos. Apesar de serem educadas sobre rígidos princípios de ética e valores vigentes na sociedade local, as crianças tinham liberdade para brincar e se aventurar vivendo a infância de forma bastante tranquila e saudável.  Subiam em arvores, encenavam peças de teatro com base nas historias lidas em livros ou simplesmente inventavam suas histórias usando fatos locais conforme entendiam com o olhar infantil e curioso delas.

Uma das primeiras coisas que me chamou atenção nesta narrativa foi quando no primeiro paragrafo do segundo capitulo me deparei com a seguinte frase; “ [...] fiquei péssima sem ele até que me lembrei que as aulas começariam em uma semana”.  Somente neste ponto notei que Scout nossa narradora era uma menina visto eu não ter lido sinopse e a forma como o pai criava os filhos sem privilégios de gênero não me deu nenhuma pista deste detalhe. Retomei a leitura e confirmei que nada antes disso, na escrita da autora deixava transparecer que Scout era uma menina. As crianças tinham direitos iguais, vestiam-se como queriam, comandavam as brincadeiras, selavam acordos com apertos de mãos e cusparadas, oque deixavam as damas de cabelos em pé enquanto afirmavam categoricamente que Atticus Flinck estava estragando a filha, criando-a feito a um moleque selvagem.

Todas pequenas tramas que a autora apresenta no cotidiano da pequena dupla de irmãos são oportunas e congruentes com a construção da problemática central, que a autora pretende alavancar na parte dois do livro. Enquanto na parte um do livro as aventuras das crianças ocupam o plano central da história como suas dúvidas, anseios e desafios a serem enfrentados. Também as relações das crianças com seus pares, com os adultos da família e de fora dela e a convivência escolar, tudo se tornando uma descoberta diária.

Na segunda parte estando os personagens e o leitor contextualizados naquele universo tão peculiar a narrativa então se foca de fato na questão do racismo e preconceito em si, quando o senhor Atticus Finck resolve ir contra a opinião da maioria dos moradores da cidade e atua enquanto advogado de defesa de um jovem negro acusado de estuprar uma jovem mulher branca.

Ora se pensarmos que este romance retrata uma sociedade do inicio do século XX, década de 30 e estas pessoas eram frutos de uma região onde a resistência aos direitos civis  dos negros norte americanos foi  muito maior que em outras partes do pais. Podemos avaliar o peso descomunal desta obra para toda a sociedade e entender o motivo deste livro até hoje ser aclamado pela critica e estudiosos do meio literário.

A autora trabalha o tempo inteiro mostrando ao leitor diferenças entre oque é nato e oque é socialmente construído como tabus, preconceitos, relações de gênero, estruturas familiar e social. Happer Lee marca diferenças, mostra singularidades, desconstrói estereótipos porem ao mesmo tempo não consegue sair de outros rótulos e estigmas.  Talvez pela época em que foi escrita a obra ou quem sabe propositalmente a autora se deixa cair em algumas armadilhas ao tratar de racismo e preconceito racial.

Tendo dito isso apontarei alguns destes porem que a meu ver torna-se a maior, única e imperdoável falha desta obra.  Simplesmente as personagens que estão a margem desta sociedade não tem voz neste livro, elas se colocam quando indagadas pelas autoridades, patrões, vizinhos, donos de boteco, quitandeiro.... BRANCOS.  Este não é um livro que fala dos negros é um livro que fala sobre  e pelos negros.  

Principalmente a obra apresenta de maneira ampla três tipos de pessoas brancos, o atrasado e preconceituoso que trata a pessoa negra como inferior a ela pelo simples fato de ser negra incutindo a ela todo tipo de erro e falha tratando os desiguais com hipocrisia, os brancos bons que compreendem que todos os homens e mulheres são supostamente iguais perante “a lei de Deus e dos homens”, podendo errar ou acertar como todo e qualquer ser humano e o branco marginal, pobre, desempregado, escoria social que mesmo sendo desprezados pelos outros cidadãos ainda eram considerados em uma escala superior ao negro.

Em momento algum neste livro vi o povo negro representado e eu considero impossível discutir algo que aflige diretamente a alguém sem convidar a este alguém para que se expresse sendo assim oque vi, volto a firmar foi impressões de pessoas brancas sobre oque pensariam ou gostariam as pessoas negras.  Um advogado branco se levanta para defender um acusado negro que no desenrolar da historia mesmo sendo o pivô da trama não obteve destaque, não aprumou os ombros, não ergueu a vista e mal abriu a boca.

Sobre esta obra de Happer Lee no site da Livraria Saraiva encontramos o seguinte:
 “O sol é para todos, com seu texto forte, melodramático, sutil, cômico (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações. Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado. Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record.  Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: “Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo”. Vencedor do Prêmio Pulitzer. Escolhido pelo Library Journal o melhor romance do século XX. Eleito pelos leitores de Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa. Filme homônimo venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado”.

Sem mais... Abraços Poéticos,


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quinta-feira, agosto 13, 2015

Anúncio: Parceria com o romancista Leonardo Nóbrega



Olá Flores,

É com imenso carinho e alegria que anuncio a vocês a nossa mais recente conquista. Trata-se da parceria firmada entre nós blog Flor Roxa e o talentoso Leonardo Nóbrega que muito nós prestigia com sua presença neste espaço.  Meu primeiro contato com o autor foi por meio do blog Poesia na alma, onde Leonardo se dedica a escrever uma coluna.  Enquanto leitora me identifiquei muito com a escrita dele e por isso quando se deu o anuncio da procura do autor por parceiros eu tive a mais absoluta certeza que esta parceria tendia a render excelentes frutos.  Leonardo Nóbrega, autor das obras Outros Tempos e Crimes do Tarô, cujas sinopses seguem abaixo:


Sinopse:
Ulisses, um jovem e bem-sucedido jornalista que vive na bela e agitada cidade de Fortaleza, tem sua despreocupada vida de solteiro transformada quando acorda, numa manhã qualquer, no ano de 1942. Nessa “nova” vida, no passado, o recebimento de um pacote misterioso deixado para ele pela bela Camille o envolverá em uma série de eventos relacionados com a II Guerra Mundial, com uma célula nazista no Brasil e com a resistência brasileira, que o levará, alternadamente em suas duas vidas, por um labirinto angustiante de segredos, códigos, traições e mortes, mas também de poesia, festas e romance. Uma história envolvente e surpreendente.







Sinopse:
O policial Tomás tem uma vida sossegada naquela pacata cidade praiana. Seu trabalho se resume a resolver conflitos familiares, pequenos furtos e, muito raramente, algum crime passional. Entretanto essa paz é interrompida bruscamente após a invasão ao principal banco da região. O ladrão, que o guarda-noturno jurava ser uma mulher, havia levado o dinheiro e deixado para trás um defunto e uma cidade em polvorosa, além de duas figuras coloridas dentro do cofre vazio. Duas cartas de tarô. Crimes do Tarô é uma trama costurada com ação, romance, mistério e suspense que passeia por comunidades ciganas e sociedades secretas. Roubos, mortes e paixão conduzirão o leitor através de vielas fétidas e labirintos esotéricos a um desfecho instigante e surpreendente.



Em breve traremos outras novidades sobre o trabalho do autor, entre elas, no momento posso garantir a resenha da Obra Crimes do Tarô, pois o livro já está aqui em minhas mãos me olhando e convidando para a leitura. Já me imagino arrancando os cabelos para fazer algo que seja minimamente justo à obra e ao talento do autor e vibro com a satisfação que isso me dará. 



Por enquanto, abraços poéticos.


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terça-feira, agosto 11, 2015

Resenha: Enquanto Houver Amor Haverá Esperança, de Sarah Kilimanjaro

Titulo: Enquanto Houver Amor Haverá Esperança
Autora Médium: Sarah Kilimanjaro
Autor Espiritual: Espirito de Vinícius
Paginas: 303
Editora: Petit Editora
Sinopse:
Enquanto houver, amor haverá esperança, romance psicografado por Sarah Kilimanjaro, de autoria do Espírito Vinícius, é uma história que fala de coragem, amor e superação; de duas vidas que se cruzam e duas atitudes muito diferentes diante do que a vida oferece. Conheça essa comovente história e saiba por que enquanto houver amor, haverá esperança!








Olá Flores,

Esta é uma leitura que se faz muito importante ler de mente e coração aberto, pois se trata de um romance com claro intuito de falar dos relacionamentos numa perspectiva do perdão e do amor que conduzem a evolução do ser.  Aborda o tema reencarnação e o resgate de dividas assim como o trabalho de benfeitores espirituais que guiam e auxiliam os encarnados nesta missão por vezes dura de ser vencida, devido ao caráter falho e vacilante do ser humano.
A história começa com o casal de namorados Alex e Viviane ainda bem jovens fazendo planos para o futuro dos dois juntos. Este casal será os pais da menina Erika protagonista do romance juntamente com Mauricio cujo personagem é introduzido na pagina 87 do livro quando ambos estão na faixa dos vinte anos de idade.
Recapitulando, a história da personagem Erika é contata desde o seu nascimento passando por todas as fases da vida dela, seus percalços, superação e a construção de sua personalidade e universo.
Erika é uma jovem bastante madura para sua idade, dedicada à família, a seus compromissos com o estudo e ao trabalho voluntário que se dispõe a realizar ajudando a pessoas menos favorecida que ela.  A jovem não apenas é madura, dedicada e responsável, mas também é muito talentosa e se destaca em todas as áreas pelas quais se envereda. Erika conquista a todas as pessoas que a cerca sejam estas jovens, idosas ou crianças. Ela é bonita, justa, solidária, carinhosa, sensível às dores do próximo, ou seja, uma vitoriosa nata.
Acredito que eu não precise ser mais explicita sobre o fato de que achei a nossa protagonista um tanto quanto perfeita demais, não apenas isso, mas também a todo instante a narrativa dava conta de tecer elogios laboriosos à jovem. A meu ver esta é uma “tática” um pouco perigosa, pois lança um padrão de suposta perfeição no nosso imaginário com a possibilidade de surtir um efeito oposto ao esperado. Peguei-me diversas vezes me perguntando quantas vidas a moça teria passado para alcançar tamanha graça e estágio evolutivo e quantas muitas outras encarnações eu precisaria ainda que passar para soltar esta casca tão rudimentar que envergo, carregada de vícios e fraquezas.

Um detalhe que chamou a minha atenção nesta obra foi que antes de ler a biografia da autora eu identifiquei a linguagem acadêmica muito em voga na área da educação. Como não compreendo ainda os meandros do processo em que se dá o processo de escrita uma obra psicografada, me senti bastante tocada a continuar estudando e me aprofundando neste tipo de leitura apresentada nesta obra que tanto tem acrescentado a minha vida enquanto ser em passagem pela terra.
Quero ainda parabenizar e agradecer a Petit Editora por esta maravilhosa oportunidade de tão rica aprendizagem.

 


Sobre a Médium Sarah Kilimanjaro: Ela nasceu e reside na cidade de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul. Professora na área de pedagogia e psicopedagogia. Palestrante ativa atua no movimento espirita desde jovem. Escreveu vários artigos publicados em jornais e revistas espiritas. Ocupou funções como a de presidente da Sociedade Espirita Vicente de Paulo e vice-presidente da instituição UME – União Municipal Espírita, órgão ligado à federação do Rio Grande do Sul.







Sem mais flores, abraços poéticos.





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domingo, agosto 09, 2015

Resenha: As Aventuras de Pinóquio, de Carlos Collodi

Olá Flores,

A história começa com mestre cerejeiro encontrando em sua oficina um pedaço que madeira que chorava e ria feito uma criança. Passado o primeiro susto ele resolve presentear seu amigo Geppetto com o tal pedaço de madeira.  Geppetto então esculpe um boneco com a madeira que mal fica pronto já começa a aprontar das suas.  O velho carpinteiro chama o boneco de Pinóquio e este logo aprende a andar, a correr e foge pela cidade. Geppetto ao tentar recuperá-lo acaba sendo preso por um guarda, pois a população o acusa de mal tratar o menino-boneco.
Pinóquio volta satisfeito e sozinho para casa, porém lá chegando encontra o grilo falante que lhe passa um sermão por ter deixado o pobre Geppetto ir para a prisão.  Pinóquio então se defende alegando que se continuasse a morar com o Geppetto acabaria indo ele para uma escola coisa que ele  quer evitar de qualquer forma.  A única coisa que interessa ao Boneco é brincar, correr e fazer traquinagens e os únicos ofícios que ele gostaria de aprender é comer e ficar de vadiagem.
O grilo diz a Pinóquio que por este caminho ele ia mal e logo iria ou para o hospital ou para a prisão.  Chamando o grilo de agorento Pinóquio o atinge na cabeça com um banco e o pobre grilo morre.


Novamente sozinho Pinóquio fica faminto e sem conseguir alimento dentro de casa ele enfim da razão ao grilo falante e conclui que havia errado ao fugir de casa e se revoltado contra seu pobre pai.
O boneco-menino resolve ir ao vilarejo procurar por alimento e volta logo depois ainda mais faminto e exausto, ninguém havia dado a ele nem um pedaço de pão.  Em casa ele deita ao lado do fogareiro, as labaredas atingem os pés de Pinóquio que nem percebe. O dia amanhece e alguém bate na porta. Para alegria e surpresa de Pinóquio era Geppetto.
Ao tentar abrir a porta para o pai, Pinóquio percebe que seus pés foram consumidos pelas brasas e cai choramingando no chão. Geppetto pula a janela e ao constatar a situação do menino chora junto com ele. Pinóquio relata seu dia longe do pai e a fome que sente. Geppetto o alimenta com quatro peras que traz no bolso. Ambos dormem.
No dia seguinte Geppetto refaz os pés de Pinóquio, mas antes faz o menino prometer que não fugirá mais de casa. Promete também ir a escola e ser um bom filho. Porem para ir a escola o menino exige roupas novas e uma cartilha.
Sem um tostão no bolso Geppetto vende o seu casaco de frio e compra as roupas para o filho e a cartilha. Pronto! O velho ficou satisfeito, pois pelo menos seu filho poderia ir à escola.
A caminho da escola Pinóquio escuta musica e fanfarras e fica sabendo que um teatro de fantoches vai se apresentar na cidade então vende a cartilha por quatro moedas para assistir ao espetáculo. A escola ficaria para o dia seguinte.
No teatro Pinóquio vive momentos de muita felicidade ao encontrar seus amigos bonecos, mas se desespera ao encontrar o dono do teatro que manda lhe prender para que sirva de lenha para alimentar o fogo da cozinha. O boneco-menino grita pedindo socorro a seu pai.
Ele escapa coma ajuda dos amigos e de policiais, mas esquece de seu pai e acaba seguindo os conselhos da raposa e por isso cai novamente em apuros quando assassinos tentam enforca-lo em uma arvore. Mais uma vez ele escapa.
Em todas as suas venturas e desventuras Pinóquio vai percebendo que sem o amor e o cuidado de seu pai ele nunca será um menino e sim apenas um boneco desobediente. Porem antes de conseguir chegar a casa ele se vê em muitos apuros, Pinóquio vai preso, é assaltado, vira um burrico.
Ele encontrou muitos personagens e a cada encontro ou situação Pinóquio aprendia uma lição seja boa ou má, mas todas o conduziam de volta para casa e para os braços do pai. Então promete a uma boa fada que será bom filho e obedecerá a seu pai em tudo inclusive indo à escola e aprendendo algum ofício.
Sem nunca conseguir voltar para casa Pinóquio acaba sendo resgatado por seu pai que o encontra e ambos choram de alegria e felicidade. Já em casa ao notar que Pinóquio realmente se tornara um bom menino e obediente a boa fada o transforma em um menino de carne e osso.
A obra As Aventuras de Pinóquio é de autoria de Carlos Collodi, no Brasil foi traduzido por Ivo Barroso e ilustrado por Alex Cerveny.  Em contexto escolar esta literatura pode propiciar a reflexão sobre responsabilidade, valores, cidadania e ética. Também é possível a abordagem de temas como relações familiares e outras interações sociais e afetivas.
Por se tratar de um clássico da literatura, esta obra já foi encenada em peças de teatro, musicais e filmes. Por isso se torna um material rico para se trabalhar os conceitos de teatro e representação na escola despertando amplo interesse dos alunos. Porém é demasiadamente importante também oportunizar o debate e a reflexão sobre a ideia de ser bondoso ou malvado dicotomias que são à priori incutidas no nosso imaginário tornando-se verdades absolutas com a finalidade de moldar caráter assim como valores sociais e culturais.

Sem mais, abraços poéticos,



 Acj
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sábado, agosto 08, 2015

Resenha: Os Três Lobinhos, Um Conto de Fábio Yabu

Olá Flores,

O conto intitulado “Os Três Lobinhos” foi publicado em 2013 pela Editora Globo S.A como parte do livro “Branca dos Mortos e os Sete Zumbis e Outros Contos Macabros” da autoria de Fábio Yabu, cronista e autor de diversas obras.
Neste livro Yabu lança um novo olhar sobre alguns contos de fadas e fabulas, conferindo outras percepções sobre os personagens.  Além disso, ele conduz as narrativas por diferentes perspectivas e desfechos, desmistificando estereótipos e questionando verdades absolutas.
Assim como na antiguidade a educação das crianças e jovens davam-se por meio dos mitos e epopeias enquanto em um passado menos remoto surgem as fabulas e contos de fadas para cumprir este papel educativo na sociedade.
Por exemplo, ao invés dos pais dizerem a seus filhos para evitar conversa com estranhos e caminhos desertos eles contavam a fábula Chapeuzinho vermelho e o Lobo Mal. Para instruí-los a dedicarem-se ao trabalho lançavam mão da fábula A Cigarra e a Formiga, Os Três Porquinhos entre outros.
E justamente fazendo uma releitura da fabula Os Três Porquinhos que Yabu escreve Os Três Lobinhos. Vamos ao conto!

No universo criado pelo autor, era comum que toda Mamãe Loba contasse as seus filhotes sobre a era em que os Lobos eram as criaturas mais poderosas e extraordinárias de todas. Fortes predadores, os lobos controlavam a todos os outros animais e os mantinha sob seu domínio. Eles eram guardadores dos tesouros da natureza e apenas aos deuses davam satisfação de seus atos.
Até que certa vez os poderosos lobos foram acusados de estarem se multiplicando descontroladamente e devorando todas as criaturas vivas. Sendo assim foram proibidos pelos deuses de se alimentarem das criaturas mais fracas, sem presas e menos inteligente como os porcos e os humanos. Desobediências não seriam toleradas e seriam sumariamente punidas.
Com o passar do tempo os lobos foram perdendo toda sua magnificência e entrando em uma era de escassez e grande privação. Tornando-se cada vez mais mirrados e fracos os lobos não passavam de meros cães temerosos e assustados.

Até que três irmãos Lobinhos ficaram sabendo de toda esta historia e resolvem se rebelar contra aquele sistema perverso que estava tornando os lobos praticamente extintos além de desprovidos de seu orgulho e prestigio de antes.
Os três irmãos lobinhos não conformados com tanta arbitrariedade começam então agir. O primeiro lobinho espreita e ataca um porco gordo e bonachão que corre e se esconde em uma casa muito forte juntamente com seus irmãos porcos. O lobinho escutando as galhofas dos três porcos fica ainda mais nervoso e resolve pular a chaminé da casa caindo então em um caldeirão de óleo fervente e morre em agonia.
Ao saber do ocorrido com seu irmão lobinho, o segundo lobinho corre e se esconde na mata. Passado pouco tempo surge na floresta uma menina cantarolando. O segundo lobinho então movido pelo desespero da dor e da fome ataca a menina a devorando em poucos minutos. Porem ele não teve a mínima chance, pois em segundos surge um humano armado com facões que parte a barriga do pobre lobinho tirando a menina ainda viva lá de dentro.
Aumenta o terror do terceiro lobinho, mas também a sua força de vontade de mudar aquela situação. Então ele passa a espreitar os humanos, a observá-los dia após dia, minuto a minuto e segundo a segundo.
Até que um dia o terceiro lobinho foi descoberto por um menino morador de uma vila e este menino começou a fazer chacota com o terceiro lobinho que ficava mais e mais humilhado.
Sempre que o menino via o lobinho ele gritava: - Olha o lobo! Olha o lobo! – Quando escutavam os gritos do menino, os moradores da vila vinham correndo e armados até os dentes para defender o menino da fera. Mas quando chegavam lá e viam apenas o pobre e flagelado lobinho iam embora enquanto o menino ria sem parar da troça que havia feito.
Esta situação se repetia quase todos os dias, o menino gritava, os aldeões o atendiam para em seguida constatar a sua troça. Até que um dia o menino gritou e cansados das brincadeiras do menino nenhum aldeão foi a seu socorro. Notando isso, o lobinho que se sentia muito fraco, faminto e humilhado pelo menino, consegue reunir suas parcas forças e o ataca e o devora.
Com a barriga cheia e se sentindo revigorado pelo farto banquete o lobinho espera o castigo que viria a seguir, de certo os deuses estariam furiosos com sua desobediência, mas o lobinho não estava arrependido pelo contrário ele se sentia satisfeito.
Como o castigo não veio o lobinho então concluiu que alguns homens também deveriam estar em descredito com os deuses e rapidamente este fato se espalhou por onde existisse um lobo na terra.
Aos poucos os lobos foram se recuperando e se fortalecendo, não como antes, mas o bastante para recuperar a dignidade e garantir a sobrevivência da raça. E é por isso que toda Mamãe lobo conta esta história ate hoje para seus filhotes.
Esta releitura de Fábio Yabu vem reafirmando a importância de se contar os muitos lados de uma mesma historia. Atualmente não é aconselhável incutir nas crianças ideias pré-fabricadas, antes devemos incentivá-las a pesquisar e averiguar os fatos por conta própria formando assim uma opinião clara e com a máxima lucidez possível.

A literatura que se tornou uma importante aliada da educação em contexto escolar deve ser trabalhada com o cuido de não recorrermos a ela com o intuito de reforçar preconceitos nem favorecer a alienação das crianças.
Com isso esperamos tornar o leitor-aluno mais preparado para avaliar, analisar e tornar suas decisões assim como seus julgamentos mais assertivos e coerentes.

Mordidas Poéticas, 
Acj
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