Poema: Sagrada

quarta-feira, agosto 05, 2015

Resenha: O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon




Titulo: O Menino do Dedo Verde
Autor: Maurice Druon
Tradução: D. Marcos Barbosa
Edição: 81ª edição

Editora: José Olympio Editora

Sinopse:
Era uma vez Tistu...Um menino diferente de todo mundo. Com uma vidinha inteiramente sua, o pequeno de olhos azuis e cabelos loiros deixava impressões digitais que suscitavam o “everdecimento” e a alegria. As proezas de seu dedo verde eram originais e um segredo entre ele e o velho jardineiro, Bigode, para quem seu polegar era invisível e seu talento, oculto, um dom do céu. Até o final surpreendente e singelo. O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon, tornou-se um clássico da literatura para crianças e jovens em todo o mundo e permanece atual há três décadas, sendo adotado em escolas do Ensino Fundamental todos os anos. Esta fábula trata de questões relacionadas com os conceitos de convívio social, ética e cidadania; e foi pioneira ao abordar o tema ecologia.

A obra narra à história do menino Tistu cujo nome de batismo é João Batista, mas como o menino logo deixa claro que é avesso a ideias pré-fabricadas e assim que o colocam na cesta de vime ainda na igreja ninguém mais consegue pronunciar seu nome dado começam a chama-lo por simplesmente Tistu.
No capitulo 02 o autor apresenta o universo familiar de Tistu. Ele um menino loiro e encaracolado de olhos azuis e faces rosadas. Seus pais, o Senhor Papai e a Dona Mamãe, são bonitos e elegantes.  Na casa da família existe luxo, riqueza e felicidade.
No capitulo 03 o leitor é apresentado ao trabalho do Senhor Papai e a herança de Tistu, uma fábrica de canhões que ficava na cidade de Mirapólvora, onde o menino morava e tudo nesta cidade girava em torno desta fabrica.
A mãe de Tistu inicia a ensinar-lhe os rudimentos da leitura, da escrita e dos cálculos em casa e ele até que se saía bem nos estudos. Ao completar oito anos o menino começa a frequentar à escola mas o resultado não é o esperado.
“No primeiro dia de aula Tistu voltou para casa com o bolso repleto de zeros”.
No terceiro dia de aula o menino é devolvido a seus pais por “não ser como todo mundo” e por isso não se adequava a escola.
Os pais de Tistu ficam desolados com a descoberta de que o menino “não era como todo mundo” e não conseguiria aprender na escola. Então após muito pensar o Senhor Papai decide que se os livros davam sono em seu filho, ele então deveria aprender com a vida. O menino deveria conhecer as coisas, os bichos, as plantas, as pessoas e a todo conjunto que fosse denominado mundo.
No Sexto capítulo Tistu conhece o Senhor Bigode, o velho jardineiro da família e descobre seu talento para a jardinagem.  Ele é um menino que tem o polegar verde.  Mas oque isso significa? Segundo o senhor Bigode ele poderia descobrir, fazer germinar e florescer, qualquer semente que estivesse oculta na terra ou outros locais.
O próximo mentor de Tistu é o SenhorTrovões um ex-militar, braço direito do pai do menino na fábrica de canhões.  Ao conhecer o prédio onde mantinham a ordem, a “cadeia”, o menino fica triste. Para Tistu as coisas estavam em ordem quando as pessoas estavam bem alimentadas e felizes. Por isso não fazia sentido ensinar a ordem impondo a feiura da cadeia e a sua infelicidade aos homens.  Ao final da aula o senhor Trovões escreve o seguinte sobre seu novo aluno: "É preciso vigiar de perto este menino; ele pensa demais!".
Muito incomodado com a feiura da ordem o menino sonha com a cadeia. Então Tistu decide florescer todo o lugar usando seu talento oculto, mas ainda não sabe como realizar a tarefa sem que descubram sobre seu dedo verde. O menino teria que ir sozinho cumprir a missão.
No dia seguinte todos ficam espantados com o que viam. Ninguém conseguia explicar o ocorrido.
“Nem uma só janela da cadeia, nem uma só grade que não houvesse recebido sua ração de flores! As trepadeiras subiam, enroscavam-se, e caíam de novo”
O menino logo conclui:
“— Descobri uma coisa extraordinária — disse Tistu em voz baixa. — As flores não deixam o mal ir adiante.”
O pai de Tistu pede ao Senhor Trovão que o leve para conhecer a miséria e a dor. O menino então foi levado a uma favela. Chegando lá o menino conhece a pobreza e a falta de recursos. Tistu, então pensou que a tal ordem não existia ou não valia de nada, já que nada conseguia fazer para melhorar a vida das pessoas. Bem ao contrário das flores.
No dia seguinte o menino foi conhecer o hospital que era mantido por seu pai com generosas doações e a população podia contar com todo tratamento e recurso possível. Porem não havia cura. A conclusão de tistu foi à mesma. Flores aliviaria melhor a dor pessoas. Mais que o hospital e o Doutor MilMales.
O menino “plantava” suas flores por toda cidade e assim foi também com a câmara de vereadores e o zoológico de Mirapólvora, que passa a se chamar MiraFlores.
Ao visitar a fábrica do Senhor Papai ele fica chocado por descobrir oque é a guerra. E o Senhor papai fica muito bravo quando descobre haviam semeado flores em seus canhões.  Tistu enfim conta o seu segredo dizendo a todos que ele tinha o polegar verde. Após o inicial espanto geral Tistu é aceito e continua amado e admirado por todos.  O autor conduz a história para um desfecho surpreendente e encantador.
A leitura desta obra nos leva a pensar em como nós adultos podemos ter uma visão deturpada de mundo, encontrando novos problemas como solução para questões mais antigas.
Tistu que aparentemente vivia em um mundo perfeito, passa a lidar com um problema quando não é inserido na escola e as pessoas passam a vê-lo como alguém diferente das outras. Um menino que não consegue aprender.
Quando ele começa ter aulas com pessoas da comunidade percebe que existem muitos problemas no mundo. Dor, pobreza, miséria, falta de liberdade, maldade, guerras e morte. Mediante a esta realidade ele, um simples menino consegue pensar em uma forma de solucionar tais problemas com gentileza, beleza e o amor dos gestos simples como oferecer flores.
Em contexto escolar esta é uma obra que se pode trabalhar a autoestima, a aceitação, o respeito às diferenças, a tolerância e a identidade dos sujeitos. Também é possível discutir a sociedade e a forma como ela está estruturada, refletindo sobre justiça e promoção social.
Outra abordagem possível a partir da leitura desta obra seria estética, beleza, prevenção do meio ambiente e ecologia.
Esta é uma obra rica que propicia a apreensão de conhecimentos em áreas diversas.

Bem Flores, espero que tenham gostado da obra e da proposta e até a próxima. Abraços Poéticos,

 Acj
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3 comentários:

  1. Ai que história bacana, sua resenha deixou muito a desejar! Quero muito ler, parabéns pela resenha!

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  2. Tenho que confessar que não li toda a resenha, porque comecei a sentir que estava tendo spoilers demais, mas eu gostei da premissa do livro e espero lê-lo em breve. Beijo!

    literarizei.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  3. Li esse livro há tanto tempo mas sempre me lembro dele. Como em outros casos, emprestei e não vi mais. A história é linda e hoje fiquei com vontade de ler novamente. Sua resenha me fez lembrar de momentos bons e não tão bons que passei na época em que encontrei esse livro passeando em uma livraria. E coloca tempo nisso, ao menos uns 30 anos. Bjs, querida, e obrigado por me fazer recordar.

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O texto desta postagem foi produzido e elaborado por mim, Lunna Marcela e pensado em você cara leitora. Aqui tento colocar em palavras aquilo que me representa, que possa te alegrar e também representar de alguma forma. Deixe seu comentário pois ele é muito importante para mim....Bls Mil <3

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